As pessoas já não querem perder horas pesquisando um produto ou serviço na internet. Cada vez mais, elas perguntam direto para a inteligência artificial. Mas, nesse novo cenário, a sua marca está aparecendo nas respostas?

Tem uma cena que começa a ficar cada vez mais comum: alguém abre o ChatGPT para perguntar qual é a melhor plataforma de CRM para clínicas, pede ao Gemini sugestões de marcas sustentáveis ou usa o Perplexity para comparar empresas antes de contratar um serviço. A lógica da busca está mudando rápido porque as pessoas já não querem apenas encontrar links. Elas querem recomendações confiáveis, respostas organizadas, resumidas e contextualizadas.

E os números mostram que isso já virou comportamento real. Um levantamento publicado em 2025 aponta que cerca de 60% das buscas no Google terminam sem nenhum clique externo, justamente porque a resposta já aparece pronta na própria interface de busca. Ao mesmo tempo, uma pesquisa da Conversion mostrou que 93,8% dos brasileiros entrevistados já utilizaram alguma ferramenta de IA generativa.

Isso muda bastante a forma como as marcas constroem presença digital. Durante muitos anos, a disputa era basicamente por tráfego. O foco estava em aparecer nos primeiros resultados e atrair visitas para o site. Agora, existe uma camada intermediária reorganizando a informação antes dela chegar às pessoas: a inteligência artificial.

Na prática, modelos generativos tentam entender quais empresas parecem mais confiáveis dentro de determinados assuntos. E eles fazem isso cruzando sinais espalhados pela internet inteira. Site institucional, entrevistas, artigos, reviews, vídeos, LinkedIn, YouTube, creators, fóruns e redes sociais passam a funcionar como peças de um mesmo contexto. Quanto mais uma marca aparece associada aos mesmos temas de maneira consistente, mais forte tende a ser essa relação para a IA.

É justamente daí que surge o GEO, sigla para Generative Engine Optimization. Diferente do SEO tradicional, muito baseado em palavras-chave e ranqueamento, o GEO trabalha principalmente com associação semântica e autoridade contextual

Isso ajuda a explicar por que conteúdos genéricos começam a perder força nesse novo ambiente. Modelos generativos parecem responder melhor a conteúdos claros, específicos e contextualizados, principalmente quando conseguem identificar experiência real e especialização em determinado assunto. Uma empresa que publica estudos, participa de discussões relevantes, aparece em veículos especializados e mantém produção consistente sobre um tema cria sinais muito mais fortes do que outra que fala sobre tudo ao mesmo tempo.

Se a gente prestar atenção, a IA está tentando organizar a internet por significado. E isso acaba favorecendo marcas que conseguem construir presença de maneira coerente ao longo do tempo, porque sistemas generativos aprendem justamente observando recorrências, padrões e validações distribuídas pela web.

Quanto mais clara, consistente e reconhecível for a associação entre sua marca e os temas que ela deseja ocupar, maiores são as chances de ela ser interpretada como referência também dentro das respostas geradas por inteligência artificial.

Não sabe por onde começar? Vem que a gente te ajuda!

 

Já reparou como o seu comportamento muda quando você se sente parte de algo?

Quando o assunto faz sentido, a linguagem é próxima e a comunicação parece mais uma conversa do que um anúncio… É aí que a mágica acontece: você se envolve, interage e até defende a marca como se fosse sua.

E, vamos ser sinceros: isso não é só uma sensação. É estratégia.

Hoje, mais do que vender, empresas precisam pertencer: à rotina, aos hábitos, ao estilo de vida.

Durante muito tempo, o foco era quantidade: mais mídia, mais impacto. Mas o jogo mudou. As marcas perceberam que, antes de escalar, é preciso se conectar.

E pra isso, não tem nada mais poderoso do que uma comunidade.


1. Por que é tão importante? 

Construir uma comunidade é construir relacionamento

É isso que transforma o público em gente que “veste a camisa”, sabe? Que comenta, compartilha, defende e, principalmente, se reconhece. Você cria um estilo de vida para a marca que se conecta com as pessoas. E isso gera relevância.

Uma comunidade forte é o que garante que a marca continue viva mesmo quando a campanha acaba. É o que mantém o conteúdo circulando, o boca a boca ativo e a confiança em alta.


2. O que as marcas têm feito para se aproximar do público?

Nike Run Club, GymRats, Rhode, Ilustralle… O que todas têm em comum? Elas entenderam que não basta vender um produto. É preciso entregar pertencimento.

Criaram espaços onde as pessoas se sentem vistas, onde podem trocar experiências, aprender e se expressar. E isso nem sempre acontece nos holofotes. Muitas vezes, as melhores conexões estão nos bastidores, nos detalhes

Aqui na Ecco, a gente vive isso de perto com a CiS.

O público é tão engajado e próximo, a comunidade é tão forte, que não são mais só seguidores… são MiGS, são fãs. A gente se chama assim porque é exatamente isso: uma amizade construída com base em afeto, identificação e muita troca.

A CiS tem investido bastante nisso: desde conteúdos interativos até campanhas e ações que falam diretamente com as pessoas, como se elas fossem amigas há muito tempo.

O uso do humor, da leveza e da autenticidade faz com que os seguidores se sintam compreendidos e, claro, representados.


3. Então, como construir essa conexão?

Criar uma comunidade é cultivar um vínculo real.

Isso pode (e deve) acontecer em vários pontos. Aqui vão algumas dicas para começar:

  • Entenda quem te acompanha: quais são as necessidades, valores e aspirações do seu consumidor? Para criar conexão, tudo isso deve estar no centro do planejamento estratégico da marca;
  • Seja presente nos canais digitais: responda, compartilhe, convide para a conversa. Uma comunidade é feita de trocas;
  • Ouça as pessoas: pergunte o que seu público quer, do que ele gosta, o que espera de você;
  • Traga o público para perto: programas de creators, experiências exclusivas, grupos, campanhas, mimos… tudo isso ajuda a fortalecer mais os laços;
  • Seja autêntico: quanto mais verdadeira for a comunicação, mais fácil será criar identificação. É assim que você se destaca dos concorrentes;
  • Invista no offline também: já sabe que isso voltou à moda, né? Encontros, ativações, ações externas… tudo que tira a marca da tela e coloca na vida real faz a diferença. É a tal da “conexão com o dia a dia”.

Em um mundo de infinitas opções, as pessoas querem mais do que produtos. Elas querem conexão, propósito, identidade. Querem marcas reais, que escutem, que conversem, que existam além da publicidade escancarada. É ser para pertencer.

Empresas que entenderem isso (antes de qualquer algoritmo) vão sair na frente.
Pertencimento não se impulsiona… Se constrói.


* Artigo escrito por Giovana Zane

 

A EcoRodovias está na rotina de milhões de pessoas. Administra rodovias que conectam cidades, estados e regiões inteiras do país. Está no trajeto de quem vai trabalhar, de quem cruza longas distâncias, de quem depende da estrada para fazer a vida acontecer.

No ambiente digital, essa distância ficava evidente. A presença existia, mas ainda não refletia a dimensão real da empresa nem a proximidade que ela já tem com as pessoas fora das telas.

Em 2025, o Grupo entrou em um novo momento, com rebranding e um direcionamento estratégico mais claro. Foi nesse contexto que a Agência Ecco assumiu a gestão da comunicação digital da marca, com o desafio de traduzir essa evolução para as redes.

As redes sociais precisavam acompanhar esse movimento e ganhar outro papel: mais próximas, relevantes, presentes no dia a dia. O desafio envolvia diferentes realidades ao mesmo tempo. Pessoas que trafegam pelas rodovias, comunidades do entorno, colaboradores, parceiros institucionais. Muitos contextos convivendo dentro de uma mesma marca.

A mudança começou pelo foco. Em vez de uma comunicação distante, a narrativa se aproximou da vida real. As rodovias continuaram ali, mas agora como cenário. O protagonismo ganhou rosto.

Bastidores começaram a aparecer. Histórias de colaboradores, rotinas que sustentam a operação, situações reconhecíveis para quem vive ou passa por essas estradas. A estrutura segue importante, acompanhada de gente, de contexto, de vida acontecendo.

O conteúdo acompanhou esse movimento. Menos discurso pronto, mais recortes do cotidiano. Uma linguagem direta, conectada ao que já mobiliza as pessoas. Temas que fazem parte da busca, das dúvidas e da curiosidade de quem circula por esse universo começaram a guiar as pautas, ampliando a relevância da marca dentro dessas conversas.

Com o tempo, essa aproximação também se refletiu nos números. No Instagram, a base de seguidores cresceu 21%, o engajamento aumentou 271%, o alcance subiu 476% e as impressões avançaram 193%.

Os dados mostram uma mudança na qualidade da relação. Interações frequentes, reconhecimento, presença ativa na rotina de quem acompanha.

A EcoRodovias segue conectando caminhos todos os dias. Agora, essa conexão também aparece nas redes e nos ambientes digitais, com proximidade e sentido para quem está do outro lado. A história continua sendo a mesma, só ganhou novas formas de aparecer.

E a sua marca, está aparecendo do jeito que poderia?

 

Há alguns dias, em um grande e celebrado evento em São Paulo com executivos de marketing de grandes empresas, ouvi essa frase — e ela ficou reverberando na minha cabeça desde então.

“Marca reduz o custo de performance.”

Na hora eu pensei: “ok, isso é o que quem trabalha na área sabe. Mas, ao mesmo tempo, uma dessas frases que todo mundo concorda e ninguém aplica”. Então, comecei a ir um pouco mais fundo, porque isso explica muita coisa que vemos no dia a dia, nos nossos contatos com clientes. Divido aqui alguns dos pensamentos que venho discutindo, desde então, com pares e amigos da área.

Conheço empresas que estão rodando campanhas de performance de maneira muito avançada: têm dados, ferramentas que ajudam muito, equipes azeitadas e eficientes; no entanto, estão pagando cada vez mais caro pra gerar resultado. Os custos de cliques e leads sobem e, para piorar, a taxa de conversão começa a cair.

Nesses casos, a “solução” (ou seria “reação”?) costuma ser um combo previsível: mais mídia, mais testes, mais ajustes… e mais pressão sobre o time de performance.

A questão é que todas essas tentativas de reverter os números miram em eficiência — mas quase nunca passa pela cabeça dos profissionais que o que precisa ser trabalhado é a imagem da marca. Ou seja, está se tentando resolver eficiência… sem trabalhar a percepção daquele produto ou serviço que queremos promover.

Vamos fazer um exercício rápido: imagine que você bata o olho em um anúncio de uma marca que nunca viu na vida. O que você faz? As chances são grandes de passar batido e continuar navegando ou, no máximo, olhar com certa desconfiança.

Agora pense que aparece uma marca que você já viu antes (e nem precisa conhecer muito). Só de não ser estranha, já muda bastante coisa: você entende mais rápido, confia um pouco mais e precisa de menos esforço para clicar no anúncio.

E é aqui que está o pulo do gato.

É muito comum tratar marca como uma camada estética. Algo como: “quando sobrar dinheiro e não tivermos que responder por aumento nas vendas, a gente trabalha melhor nisso”.

A verdade, sinto dizer, é o oposto. Trabalhar marca deve vir antes de tudo: antes do clique, da conversão, antes até de buscar atenção do consumidor. Afinal, quando a marca não existe na cabeça das pessoas, toda campanha começa do zero.

Em outras palavras, a cada nova campanha é preciso explicar, convencer, provar ao consumidor que o seu produto — e não o do vizinho — vale a pena. Basta comparar com qualquer situação da vida cotidiana: convencer alguém do zero, sempre, é muito mais custoso e complicado.

Agora, quando existe algum nível de reconhecimento, mesmo que básico, a atitude das pessoas muda. A pessoa impactada não chega “fria”, mas pelo menos “morna” e, com isso, metade do trabalho já está resolvida.

O problema é que, como essa “temperatura” não é facilmente medida (ou compreendida), assim que os custos da campanha sobem, os profissionais correm para olhar mídia, segmentação, peça criativa e a chamada de ação (o tal CTA, ou call to action)

Dificilmente alguém para e reflete sobre o fato de que talvez ninguém se importe tanto com a sua marca — ainda.

Isso é um problema de eficiência da estratégia como um todo.

Não se trata de um problema “de branding que precisa ser mais bonito”, como se diz muitas vezes, mas de investir em um estudo profundo do mercado, dos públicos da marca (quem são exatamente, o que querem, o que não querem) e de como a marca constrói seu discurso a partir dessas premissas.

Afinal, para alguém — ou uma marca — ser lembrado positivamente, é preciso que exista alguma simpatia. E essa relação começa com um bom trabalho de posicionamento. Um trabalho que, à primeira vista, pode parecer complexo, mas que facilita muito a vida no médio e longo prazo. Se o trabalho de performance busca atenção, é o trabalho de marca que transforma essa atenção em ação.

No fim, é menos esforço e menos custo nesse momento da comunicação. Sem marca construída, tudo fica mais caro. Simples assim.

E talvez seja por isso que tantas empresas estejam rodando campanhas cada vez mais complexas, mas performando cada vez pior.

Quer refletir sobre a sua estratégia de mídia e performance? Fala com a gente!


* Artigo escrito por Marcelo Manha, diretor executivo da Agência Ecco

 

Todo ano, quando janeiro chega, o mercado de papelaria fica movimentado. Campanhas aparecem em todas as frentes, lançamentos se multiplicam e as marcas disputam atenção em um dos períodos mais importantes do ano para o setor. Em poucas semanas, uma parte significativa das vendas acontece.

Mas quem trabalha com esse mercado há mais tempo sabe que o movimento mais interessante da volta às aulas não acontece necessariamente em janeiro, ele começa muito antes.

Ao longo dos últimos anos, trabalhando com marcas de papelaria e acompanhando de perto esse calendário, uma coisa ficou clara para a gente na Ecco: as campanhas que realmente ganham força costumam ser aquelas que entendem que a volta às aulas é menos uma data e mais um território cultural. Antes de ser um momento de compra, ela é um momento de expectativa.

Existe todo um universo de conteúdo que orbita esse período. Rotinas de estudo, organização, criatividade, coleções de material, comunidades de fãs de papelaria. Nas redes sociais, milhões de pessoas acompanham e produzem conteúdos que têm esses objetos como protagonistas.

Nesse cenário, uma caneta ou um marcador deixa de ser apenas um item funcional. Ele passa a ocupar um espaço de identidade, estética e expressão pessoal.

É por isso que campanhas focadas apenas em atributos técnicos muitas vezes acabam soando iguais entre si. Qualidade, durabilidade e precisão continuam importantes, claro. Mas raramente são o que faz uma campanha se destacar no meio de tantas outras.

O que faz diferença é o contexto em que o produto aparece; quando ele entra em uma história, faz parte de um universo criativo e se conecta com comunidades que já existem. É nesse ponto que campanhas de volta às aulas deixam de ser apenas comunicação de produto e passam a trabalhar na construção de marca.

Nos últimos anos, vimos muitas estratégias diferentes surgirem nesse espaço: ativações com artistas, colaborações com criadores de conteúdo, projetos que dialogam com fandoms e experiências pensadas para quem já tem uma relação afetiva com a marca.

Isso muda a lógica de construção das campanhas.

Marcas que conseguem ocupar esse território antes do pico de vendas chegam a janeiro em outra posição. A campanha deixa de ser o primeiro contato com o público e passa a funcionar como um ponto de convergência de algo que já vinha sendo construído ao longo do tempo: repertório, identificação e presença nas conversas que já acontecem em torno da papelaria.

E com o tempo, esse movimento cria um efeito claro: as pessoas passam a saber que essas campanhas vão acontecer. Para muitas marcas, a volta às aulas entra no calendário de quem acompanha, quase como um encontro que se repete todos os anos. Nesse ponto, a campanha ganha outra dimensão. Ela segue importante para as vendas, mas abre espaço, principalmente, para fortalecer a conexão com o público e dar continuidade a uma relação que se desenvolve ao longo do ano.

Esse é o tipo de construção que a Ecco vem construindo ao longo dos últimos anos trabalhando com marcas do setor. Participamos da criação de 53 campanhas de volta às aulas, acompanhando de perto as transformações no comportamento do público, nas redes sociais e na própria forma como a papelaria passou a ocupar um espaço cultural mais amplo.

Esse percurso deixa claro que campanhas de volta às aulas ganham força na medida em que conseguem dialogar com o universo que já existe em torno desses produtos. A data continua relevante, claro. Ainda assim, o que sustenta uma campanha ao longo do tempo é a relação que a marca constrói com as pessoas muito antes de o material escolar voltar para as prateleiras.

 

A decisão de internalizar o time de marketing e comunicação costuma surgir como um movimento estratégico. Redução de custos, mais agilidade nas entregas, maior controle sobre as decisões. À primeira vista, parece uma evolução natural para empresas que estão crescendo.

Mas a pergunta que raramente é feita com profundidade é: internalizar significa, de fato, ganhar controle ou apenas mudar o lugar onde os problemas acontecem?

Trazer a operação para dentro pode funcionar. O ponto é que internalizar não significa apenas contratar pessoas e montar uma equipe, mas sim reconstruir um sistema inteiro.

 

Internalizar não é replicar tarefas, é replicar estrutura

Uma agência estruturada opera com método. Existem processos claros, supervisão, divisão técnica de especialidades e acompanhamento contínuo de performance. As decisões passam por camadas de análise e validação antes de virarem execução.

Quando uma empresa decide internalizar, ela precisa ser capaz de replicar esse modelo. Não basta ter um designer, um redator e alguém cuidando da mídia paga. É necessário ter:

  • Liderança estratégica com repertório suficiente para direcionar;
  • Capacidade técnica para avaliar o que funciona e o que não funciona;
  • Integração entre branding, conteúdo e performance;
  • Continuidade operacional mesmo com mudanças de equipe.

Sem isso, o que se cria é uma operação que executa tarefas, mas não necessariamente sustenta o crescimento.

 

Operação qualquer empresa monta. Sistema é outra história.

É relativamente simples estruturar uma rotina de produção de conteúdo, aprovar peças e subir campanhas. O desafio está em manter coerência estratégica, consistência de posicionamento e evolução de resultados ao longo do tempo. Um exemplo real ilustra essa diferença.

Em um cliente que a Ecco atendeu, a marca crescia em média 1.000 novos seguidores por mês. Após a decisão de internalizar toda a operação, quatro meses depois esse número caiu para 200.

No TikTok, os vídeos tinham média de 62.500 visualizações. Após a mudança, passaram a registrar pouco mais de 500.

Não houve uma troca de talento, houve uma perda de estrutura. Sem supervisão estratégica e sem método consolidado, a execução continuou existindo, mas o crescimento deixou de ser consistente.

 

A questão não é agência versus in house

A discussão não deveria ser sobre manter uma agência ou internalizar. A discussão correta é: a empresa tem maturidade estrutural para sustentar um sistema de crescimento?

Internalizar pode ser um movimento inteligente quando há:

  • Liderança experiente conduzindo a estratégia;
  • Especialistas dedicados a cada frente;
  • Cultura de análise de dados e tomada de decisão baseada em critérios;
  • Processos bem-definidos e documentados.

Quando esses pilares não existem, a economia inicial pode se transformar em perda de performance, desalinhamento de marca e queda de resultado.

 

Antes de decidir, avalie o que está por trás do resultado

Resultados sustentáveis raramente são fruto apenas de execução. Eles nascem de método, acompanhamento, ajustes constantes e visão de negócio integrada.

A pergunta estratégica, portanto, é simples: sua empresa está preparada para construir e sustentar um sistema, ou apenas para executar tarefas?

Na Ecco, acreditamos que crescimento consistente exige diagnóstico honesto e estrutura bem-desenhada. Independentemente do modelo escolhido, o que define o sucesso não é onde a operação está, mas como ela é estruturada.

 

Tenho a impressão de que nunca se falou tanto sobre marca e branding como nos últimos tempos. Construir marca virou um consenso. Já quando se trata de sustentar uma marca… aí surgem as contradições. 

Bastam dois profissionais de marketing ou publicidade se juntarem pro assunto vir à tona: construir marca. “Vamos fazer uma ação assim, que vai nos ajudar a construir nossa marca… Investir em uma campanha desse jeito vai dar um up na construção da nossa marca” e tal. E é ótimo que essa pauta esteja no radar de quem cuida da comunicação de empresas, produtos e serviços. A questão é: como, afinal, se constrói uma marca? É com um trabalho parrudo de branding? Com inserção no Jornal Nacional, com um perfil bombado em redes sociais? Sim. Ou não. Ou melhor: depende.

Toda ação positiva em torno de uma marca certamente ajuda no seu processo de construção junto ao público. No entanto, uma marca não se molda em momentos isolados, nem apenas em manifestos bem-escritos. Ela se constrói na continuidade das decisões, na forma como uma empresa age mesmo quando não está no centro das atenções. 

É comum tratar marca como algo que acontece em campanhas, lançamentos ou grandes viradas estratégicas. Mas, na prática, ela é muito mais consequência do que se repete, se consolida, do que daquilo que aparece uma vez e some.

Se a marca se manifesta como comportamento, há três dimensões que determinam se ela se sustenta ou se se dissolve ao longo do tempo: coerência, consistência e constância.

Coerência é quando existe alinhamento entre o que a marca diz, o que ela faz e o que as pessoas realmente vivenciam. Não adianta um posicionamento bem-escrito se a experiência contradiz a promessa. Ou, como acontece bastante, busca-se surfar numa trend ou embarcar numa moda passageira visando likes e engajamento em temas ou linguagens que têm pouco a ver com o que a marca se comprometeu a expressar. A incoerência não costuma gerar rejeição imediata, mas corrói a confiança aos poucos. E marca, no fim, é um acordo de confiança.

Consistência é a fina habilidade de manter um eixo claro ao longo do tempo, em vez de repetir fórmulas e modelos. É o que permite que a marca evolua sem se descaracterizar. Evoluir, abraçar novidades pode fazer parte dos objetivos do negócio; o problema é mudar sem critério, reagindo a cada tendência, a cada benchmark, a cada movimento do mercado. Marcas inconsistentes até chamam atenção, mas não constroem reconhecimento nem acumulam valor ao longo do tempo.

Já a constância é o que sustenta tudo isso. É continuar fazendo escolhas alinhadas mesmo quando não há retorno imediato; mesmo quando o resultado não aparece em métricas rápidas. Constância não é intensidade nem excesso de presença; é continuidade, entender que marca é um processo de longo prazo e aceitar que os efeitos mais importantes não são instantâneos.

O ponto é que esses três pilares não funcionam isoladamente. Coerência sem consistência vira um discurso correto que muda o tempo todo. Consistência sem constância vira identidade bem-definida, mas esquecida. Constância sem coerência vira repetição vazia, sem significado.

Marca se constrói quando essas três dimensões caminham juntas. Quando as decisões fazem sentido, se mantêm ao longo do tempo e são sustentadas com paciência e com olhar mirando sempre aonde se quer chegar.

No fim, marca não se trata do que se diz em um post, em uma campanha ou em um manifesto. Marca é o que permanece quando tudo isso passa.


* Artigo escrito por Marcelo Manha, diretor executivo da Agência Ecco

 

Quando uma marca chega aos 30 anos, a pergunta deixa de ser “o que comemorar” e passa a ser “com quem comemorar”. Foi a partir dessa lógica que o nosso time desenvolveu a ação de marketing de influência para os 30 anos da Cortag.

A campanha foi estruturada como uma ação de marketing de influência, com foco em profissionais e criadores de conteúdo do universo da construção civil. Ao todo, cerca de 60 influenciadores, entre pedreiros, pintores, azulejistas, arquitetos e creators do segmento, receberam o kit.

Desde o início, a proposta não era criar um press kit que funcionasse apenas como objeto de divulgação. A ideia foi pensar uma campanha que tivesse coerência com o território da marca e com a rotina de quem realmente usa seus produtos. A celebração precisava acontecer no mesmo lugar onde a história da Cortag sempre foi construída: na obra.

Fomos responsáveis pela identidade visual e pelo desenvolvimento do press kit comemorativo, batizado de “Kit construtor”. Um kit com produtos da marca e itens funcionais do dia a dia de obra, como boné, garrafa térmica e caixa de som. Tudo desenhado para fazer sentido na prática.

Por aqui, acreditamos que o projeto marca um exemplo de como o marketing de influência pode ir além do alcance e se tornar uma ferramenta de construção de marca quando parte de um conceito claro e de escolhas alinhadas ao território do cliente. No caso da Cortag, celebrar 30 anos foi menos sobre olhar para trás e mais sobre reforçar vínculos com quem segue construindo todos os dias.

 

Descubra o que é o TikTok Shop, como funciona e como usar vídeos, lives e afiliados para vender mais e aumentar a visibilidade da sua marca.

 

O que é o TikTok Shop?

O TikTok Shop é o marketplace oficial integrado ao aplicativo TikTok. A plataforma permite que vendedores e marcas divulguem produtos e realizem vendas diretamente dentro do app, por meio de vídeos, transmissões ao vivo e vitrines digitais.

Na prática, o usuário encontra um produto, se interessa, adiciona ao carrinho, compra e acompanha a entrega — tudo sem precisar sair do TikTok. É a chamada “compra por descoberta”, que une inspiração, entretenimento e consumo em uma só experiência.

 

O que é preciso para começar a vender?

Para abrir sua loja no TikTok Shop, é necessário:

  • Ter CNPJ ativo;
  • Criar uma conta no TikTok Seller Center;
  • Ter um perfil ativo no TikTok;
  • Fornecer documentos como contrato social, conta bancária do CNPJ, endereço de envio e devolução.
 

Por que o TikTok Shop surgiu?

O TikTok já é a principal ferramenta de busca e recomendação para 64% dos usuários, especialmente da Geração Z. Nos Estados Unidos, onde o TikTok Shop existe desde 2023, a plataforma já reúne mais de 500 mil vendedores, competindo com gigantes como Amazon e Temu.

No Brasil, o recurso chega como uma grande oportunidade para marcas que desejam aumentar a visibilidade e vendas aproveitando o potencial viral da plataforma.

 

Vantagens do TikTok Shop para marcas

  • Maior visibilidade dentro de uma das redes sociais mais engajadas do mundo;
  • Facilidade de compra para o consumidor, sem precisar sair do app;
  • Parcerias com creators e influenciadores, aumentando a credibilidade;
  • Humanização da marca por meio de conteúdos criativos e autênticos;
  • Alcance orgânico com potencial de viralização, já que vídeos podem explodir dias ou semanas após a publicação.
 

Como criar conteúdos para vender no TikTok Shop

Existem várias formas de integrar seus produtos ao conteúdo:

1. Vídeos

Você pode marcar seus produtos em vídeos. Uma sacolinha laranja aparece na tela, e o usuário pode clicar para comprar instantaneamente.

2. Lives

Durante transmissões ao vivo, os produtos aparecem em janelas interativas na tela, permitindo compras em tempo real.

3. Product Shopping Ads

Anúncios simples, criados a partir das imagens da sua página de produtos. Eles podem aparecer em carrossel no feed ou na aba de compras.

4. Aba Loja

Já disponível no Brasil, exibe todos os produtos de uma marca em um só lugar.

 

Programa de Afiliados do TikTok Shop

Outra grande oportunidade é o programa de afiliados, que conecta marcas a creators.

  • Creators ganham comissão ao vender produtos em vídeos e lives.
  • Vendedores podem definir comissões que variam entre 10% e 30%.
  • Afiliados podem receber amostras grátis para criar conteúdos autênticos.
  • Mais de 2 milhões de criadores já participam, e 3 em cada 4 usuários confiam mais em recomendações de creators do que em anúncios tradicionais.
 

Quem pode vender no TikTok Shop?

No momento, o recurso está liberado para marcas e vendedores dos segmentos de:

  • Beleza
  • Moda
  • Saúde
  • Tecnologia
 

Oportunidade para marcas e empreendedores

O TikTok Shop chegou para revolucionar a forma como as pessoas compram online, unindo entretenimento, descoberta e conveniência.Para marcas e empreendedores, é uma oportunidade de aumentar vendas, fortalecer presença digital e explorar o poder dos creators. Se sua empresa atua em moda, beleza, saúde ou tecnologia, este é o momento de dar os primeiros passos e começar a vender dentro do TikTok.

 

Com palestra de Marcelo Manha, diretor de estratégia da Ecco, a agência compartilha insights sobre o poder da marca e seu impacto nos resultados de vendas

A Agência Ecco reafirma sua atuação no universo do branding ao participar de um importante encontro promovido pela Cia da Natureza, que reuniu as equipes de vendas em Recife e São Paulo. Um dos destaques da programação foi a palestra do estrategista de marca Marcelo Manha, que abordou o tema “O poder da marca e como ela traz resultados para todos nós”.

Durante a conversa, Manha explorou a influência estratégica da marca na construção de relacionamentos sólidos com os consumidores e no fortalecimento da performance comercial. A palestra trouxe reflexões valiosas sobre como ações integradas de branding podem transformar a percepção do público, gerar engajamento e impulsionar os resultados de vendas.

“Esse convite mostra que a Ecco tem se posicionado, cada vez mais, como uma parceira que vai além da excelência criativa. Somos uma agência de inteligência que entende o negócio dos nossos clientes, que pensa estratégia e entrega soluções que conectam marca, cultura e resultado”, destacou Marcelo.

Além de Marcelo, o evento contou com a participação de diversos especialistas que, juntos, proporcionaram uma troca rica de experiências e boas práticas, fortalecendo o alinhamento entre marketing e vendas.

Essa participação reforça o compromisso da Agência Ecco em criar estratégias que conectam marca e negócios, ajudando seus clientes a construir histórias relevantes e a alcançar resultados concretos no mercado.